UMA ASCENÇÃO METEORA

Com o sucesso garantido logo no álbum de estreia, a fasquia à volta de um segundo registo de originais ficou mais alta. Talvez por isso, Don Gilmore voltou a ser o produtor de serviço, tendo a banda entrado em estúdio depois de um ano passado na estrada.

Em Março de 2003, chega finalmente “Meteora”. A data coincide com o início da Projeckt Revolution Tour, que juntou na estrada os Linkin Park a bandas como Mudvayne, Xbizit e Blindside. Seguiu-se a Summer Sanitarium Tour, onde o grupo californiano juntou-se a Metallica, Limp Bizkit e Deftones.

Estava cumprida a primeira etapa de promoção ao novo álbum, que começou a vender a um ritmo avassalador logo nas primeiras semanas de vida.

Do disco há a retirar (até à data) os singles “Somewhere I Belong”, “Faint” e “Numb”. Os três temas não fogem muito à sonoridade dos seus antecessores e têm videoclips dignos de observação.


A PASSAGEM POR PORTUGAL

A estreia absoluta dos Linkin Park em Portugal celebrou-se no dia 9 de Setembro de 2003, com um concerto no Pavilhão Atlântico, em Lisboa. Um espectáculo com lotação esgotada, que viu a quase totalidade dos bilhetes voarem cerca de três meses antes da sua realização.

Tempo ainda para referir que a digressão que trouxe a banda a Portugal (iniciada a 20 de Agosto e terminada a 9 de Setembro, com o concerto do nosso país) foi reagendada, depois de canceladas as datas iniciais na sequência da lesão do vocalista Chester Bennington. O músico foi internado num hospital de Los Angeles, no final de Maio, na sequência de uma crise de dores abdominais e cervicais. A sua condição física obrigou ao cancelamento de algumas datas no Velho Continente, entre as quais a de Portugal, agendada para Junho.
O RESCALDO DO CONCERTO

Era uma vez uma indústria à beira do colapso que um dia encontrou num estilo carinhosamente designado de "nu metal" um precioso balão de oxigénio. Eis que, em 1996, em Los Angeles, na Califórnia, alguns rapazes se juntam, decidem formar uma banda, e rapidamente vêem-se integrados no bom rumo da referida história.
Façamos agora um salto no tempo até 9 de Setembro de 2003, em Lisboa, no Pavilhão Atlântico. As máquinas e o potencial do grupo de rapazes da Califórnia levou-os ao estrelato mundial. Os milhões de discos vendidos, os prémios conquistados amiúde e uma indústria ainda ávida de fôlego fez o resto. Os Linkin Park conquistam multidões um pouco por todo o mundo, e nem mesmo as piores profecias quanto ao fim dos dias de esplendor do nu metal parecem pará-los.
Foram muitos os milhares de almas que rumaram até ao Pavilhão Atlântico para aplaudirem os Linkin Park. Antes do concerto de Mike Shinoda e seus amigos, e devido ao desespero (perfeitamente justificável) por um encontro que parecia nunca mais acontecer (o concerto estava inicialmente agendado para Junho passado) não pouparam assobios a Redman, que acabou por despedir-se do palco com um expressivo "Fuck you Portugal", esperemos que sem mais rancores. Chegara, por fim, a hora do tão esperado encontro.
As luzes apagam-se. A multidão aplaude, desenfreada. Ouvem-se os primeiros sons feitos pela máquina Linkin. Hahn saúda os milhares de fãs que, emocionados, demonstram todo o seu ruidoso carinho. É então que entra o restante grupo. Chester Bennington, Mike Shinoda, Brad Delson, Rob Bourdon e Darren Pharrell iniciam a recreação. O cenário não engana. A produção e os apetrechos cénicos alusivos a "Meteora" estão lá todos. "Don't Stay" abre os primeiros espaços para uma reconciliação em pleno, feita com "Somewhere I Belong", o single que domina as rádios, as televisões, o mundo. Atrás do palco, um enorme pano com desenhos alusivos à marca "Linkin" cobre o fundo. O público está maravilhado. Shinoda aproveita então alguns momentos para pedir desculpas aos fãs nacionais devido ao adiamento do espectáculo de Junho. A demonstração de força prossegue. "Points of Authority", "Runaway" permeiam os elogios constantes e sinceros à multidão, "Beautiful crowd!" exclamam sem receio Bennington e Shinoda que correm e saltam no palco. Seguem-se "Faint" e "From the Inside", com Shinoda a apelar agora aos fãs para colocarem as t-shirts no ar, para cantarem, para se entregarem, sem medo.
"Numb", "Crawling", e "In the End" preparam o público para a primeira despedida. Shinoda desce até junto da primeira fila antes da banda terminar um espectáculo de uma hora. Mas, o que parecia ser um final angustiante para milhares de fãs depressa encontra um desenvolvimento feliz. A banda regressa e toca "A Place For My Head" e "One Step Closer", que fecham a noite. Bennington e em seguida Hahn passeiam com uma bandeira de Portugal. A multidão rendeu-se. A máquina Linkin continua a funcionar em pleno.
 
In: cotonete.iol.pt
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Chester Bennington
Mike Shinoda
Brad Delson
Rob Bourdon
Joe Hanh
Phoenix

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